Onde estão os clientes ? Sumiram ? Ah, não, eles foram “logo ali” dar uma experimentadinha na concorrência... O quê? Você os considerava “clientes cativos”?!... Qual nada: pulam a cerca, cada vez mais! E sem culpa – eu disse SEM CULPA.
É porque existem opções demais, em qualquer segmento. Por exemplo, você lembra do “médico ‘bala’ da cidade”? Aquele ÚNICO ? Pois existem dezenas desses, hoje. E uns não nos deixam mais esperando na sala de espera que ainda tem a Veja “Pedro Collor conta tudo”...
Pois é com essa explosão de opções que o “reizinho consumidor” vai se acostumando mal, cada vez mais, e comparando até mesmo ofertas incomparáveis, qualidades incomparáveis, marcas incomparáveis e empresas incomparáveis colocando-as, TODAS, numa mesma faixa.
Além disso, éramos “monocanal”, recebendo informações de poucas fontes. Hoje, somos “MULTICANAL”, sendo soterrados por excesso de informações, umas relevantes, outras não; outras verdadeiras, e muitas, infelizmente, não mais... E as opiniões, muitas vezes, se formando a partir de muito “lixo informacional”...
Pois essa avalanche de informação somada ao excesso de opções forma o que chamo de “faixa única” – uma injusta aglomeração de TODOS os concorrentes de um mesmo segmento que são lá colocados dentro da mente das pessoas, por elas próprias, da forma como elas bem entendem. Ou seja, no campo da PERCEPÇÃO, misturamos alhos com bugalhos, coisa boa com coisa ruim, marca de qualidade com lixo, gente ética com gente “mais-ou-menos”...
E como diferenciar-se ? Só com resgate de práticas antigas, como atenção, gentileza, sinceridade, verdade, boas práticas e, com a mais nova integrante do velho e bom grupo de ferramentas eternas de diferenciação: muito conhecimento a respeito do que se está vendendo.
Mas quem está preocupado com isso nas empresas ? Pouca gente. São os melhores, os donos do futuro, aqueles que agregam, ligam, aparecem para o jogo, recebem a bola quadrada e a passam de forma bem redondinha – os “profissionais-AMÁLGAMA”.
Onde eles estão ? São tão raros hoje em dia. Aqueles “de fé”, onde não tem bola perdida para eles; aqueles que reclamam menos e fazem mais; os que fazem rindo aquilo que a maioria não faz mais nem chorando. Aqueles que, quando surgem, mesmo novinhos, sem experiência, já tem um monte de gente na fila para contratar.
Pois, num passado bem recente, se havia 20 concorrentes a algo, 10 eram bons. Hoje, há 100 concorrentes para qualquer coisa, mas só uns 2 ou 3 são bons. Então, ao contrário do que se fala e pensa, está mais fácil de se diferenciar. Pois o sol nasce para todos e, a sombra, só para alguns.