Fadado à polêmica, este projeto deve ser observado sob dois vieses específicos e correlatos: o mercado e o perfil profissional que ele busca.
Pode parecer chavão, lugar comum, mas vivemos hoje num mercado globalizado de alta volatilidade, onde o não pagamento de hipotecas nos EUA gera reflexos – como os vistos recentemente – nas bolsas e economias mundiais. Longe da noção da aldeia global de McLuhann, estamos num mercado que gira e opera 24 horas por dia, onde decisões e estratégias do outros cantos do mundo, cuja língua muitas vezes desconhecemos, afeta nossas empresas e negócios, obrigando a agirmos localmente, mas com visão global.
Isso exige do profissional envolvido com administração uma visão estratégica holística e multidisciplinar, capaz de lidar com elementos de estratégia, comunicação, publicidade, RH, finanças, etc., que a formação em Marketing oferta. A existência e a afirmação de formações superiores específicas na área reflete esta necessidade do mercado, de profissionais com noções profundas dos processos amplos das empresas, ofertando expertise e possibilidades de visão e atuação sobre todos os processos.
Claro que quem está hoje no mercado sente-se ameaçado, vê aí uma barreira na sua atuação, mas como sempre a lei vem pautar o futuro, não o passado. E o mercado naturalmente caminha na busca de profissionais completos, com visão estratégica multidisciplinar e capazes de lidar e trocar com diferentes áreas em sinergia para gerar resultados para as empresas. Ou seja, com lei ou sei lei os profissionais com formação em Marketing saem na frente.
César Steffen, publicitário e professor do curso de administração com ênfase em Marketing da FARGS – Faculdades Rio-Grandenses