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O perfil do exportador gaúcho é um espelho da nossa matriz produtiva variada, robusta e distribuída por diversos segmentos. Estamos falando aqui desde grandes empresas, voltadas a nossa diferenciada proteína animal e vegetal, passando pelos setores tecnológicos da indústria e pequenas empresas que estão direcionando seus produtos em nichos específicos de mercado. 

Todos esses são atores fundamentais na pauta de exportações do Estado. Além do mais, nosso perfil exportador gaúcho não varia apenas em relação a uma cadeia produtiva específica, mas, também, no seu tamanho. Se fazem, portanto, relevantes as análises minuciosas dos mercados-alvo e definições da estratégia internacional das MPEs. Em 2019, por exemplo, embora empresas de grande porte tenham sido predominantes no valor total exportado (somando mais de 75% do valor de cerca de US$ 21 bilhões), foram as micro, pequenas e médias que se destacaram no número de firmas exportadoras, representando mais de 70% do total de 3.279 empresas exportadoras gaúchas. 

Favorecido pelo posicionamento geográfico no Mercosul, com relação a outros estados brasileiros, e por sua matriz exportadora diversificada, o Rio Grande do Sul foi o quarto estado da federação com maiores volumes de exportação em 2019, segundo dados da APEX Brasil. A vocação exportadora do Estado cresceu tendo como base o agronegócio e, mesmo assim, a indústria tem um peso relevante na participação das exportações gaúchas. Segundo dados da CNI a indústria do RS exportou US$ 9.439 milhões em 2019, sendo majoritariamente representado pelas indústrias de alimentos, responsáveis por 22,42% do total exportado. A representatividade da indústria gaúcha nas exportações brasileiras também é relevante, correspondendo a 9,0% das exportações brasileiras de produtos industrializados.

Durante o primeiro quadrimestre de 2020, a dificuldade para manter o nível das exportações do Rio Grande do Sul, impactado pela pandemia do Conoravírus, foi atenuado pela crescente exportação de produtos relacionados ao agronegócio. As exportações agrícolas gaúchas cresceram 9% neste período com relação ao ano anterior. A soja se destacou, registrando crescimento de 34,4% na comparação com o ano passado.

Apesar dos dados positivos nesta comparação, não se pode ter ilusões sobre a crise que o Estado enfrenta em suas exportações. Nos últimos três meses de 2019 e quatro primeiros meses de 2020, o Estado se deparou com sete quedas consecutivas no volume de exportações e, analisando especificamente este período, caiu da quarta para a sétima posição no ranking estadual brasileiro de exportação. 

Cabe, porém, destacar que essa realidade complexa dificilmente será superada, de forma sustentável, sem um maior investimento na preparação para a exportação, implementação de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para inovação e consequente agregação de valor à nossa produção.

 

Ayrton Pinto Ramos

Diretor Técnico do Sebrae RS

 

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