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Barco Hacker: uma proposta empreendedora na Amazônia

Na manhã de domingo (25) a empreendedora social paraense Kamila Brito, de 30 anos, palestrou no Festival da Transformação – FT18 contando sua história com o Barco Hacker, uma iniciativa que realiza um intercâmbio tecnológico e cultural na Amazônia. Nascida em Belém, a jovem precisou sair da cidade natal para fazer cursos voltados para a tecnologia e inovação, e foi nessa situação de desconforto que encontrou a força para empreender, inovar e impactar o ambiente em que vive.

Em uma fala carregada de boas histórias, Kamila contou que tinha como objetivo transformar a região e a vida dos ribeirinhos, levando a informação e a tecnologia de forma democratizada. O Barco Hacker, projeto que surgiu em 2014, é um espaço móvel equipado para realizar imersões criativas, realização de cursos e iniciativas inovadoras. Indo além, o barco é ainda um espaço para trabalhar conceitos de cidadania, tecnologia e informação.

“Limitamos nosso trabalho de criação a uma sala, e às vezes não sai a criação que estávamos esperando”, afirmou Kamila, que antes de dedicar-se apenas ao barco teve um espaço de coworking 24h em Belém. Segundo ela, o processo de transformação é diário e depende de cada um, e que ela desenvolveu a transformação encontrando o cenário e colocando os recursos naturais a seu favor.

O Barco Hacker, que era um projeto com prazo de validade, tornou-se a principal realização da vida de Kamila, que agora espalha a sua história e as informações da iniciativa Brasil a fora. O projeto, atualmente, funciona apenas aos finais de semana, realizando uma viagem a cada três meses, além de oficinas, cursos e palestras. Ao todo, nove ilhas não registradas na rota comercial foram destinos do barco, uma delas tendo recebido uma edição do Startup Weekend Belém, com cerca de 120 empreendedores.

Sobre fazer parte do FT18, Kamila afirmou: “É uma experiência impar, sou muito grata pelo convite, pela oportunidade e espaço de estar mostrando que existe e que há espaço e projetos de inovação, transformação de impacto em outras regiões fora do contexto sul sudeste”.  Kamila contou também que se sente realizada em contar sua história no sul Brasil. “A Amazônia pode ser vista com outros olhares além dessa perspectiva que a gente vê na publicidade e na propaganda. Eu adorei o convite para falar sobre isso! O FT18 em si esta sendo incrível, é um sonho realizado”, encerrou ela.

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