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Observou-se, ao longo das últimas décadas, uma mudança da inserção externa do Rio Grande do Sul no comércio mundial, com maior crescimento de vendas de produtos básicos: como soja, carnes de frango e de suíno e fumo em folhas etc. do que dos produtos industrializados (semimanufaturados e manufaturados).

A pauta exportadora gaúcha caracteriza-se por uma elevada participação de setores intensivos em recursos naturais – agropecuária, extração mineral, petróleo e álcool (inclusive refino), alimentos e bebidas, madeira, papel e celulose e produtos de minerais não metálicos; e intensivos em trabalho – têxtil, vestuário, couro e calçados, produtos de metal e móveis etc. Contudo, estes últimos intensivos em trabalho- enfrentaram uma grande concorrência em todos os mercados, inclusive o interno, dado o menor custo da mão de obra em países asiáticos, perdendo sua representatividade, com destaque para os calçados. E, esse espaço foi ganho por todos os demais grupos de produtos, particularmente pelos intensivos em recursos naturais.

Os principais parceiros comerciais do RS nestes últimos anos tem sido a China, Estados Unidos e Argentina. A redução da demanda em vários países por crise, como na Argentina, aliada aos reflexos da pandemia contribuíram, em parte, para a diminuição das vendas externas nos primeiros 9 meses de 2020, com queda mais acentuada nos produtos industriais, Isto em um ambiente onde a desvalorização cambial nestes meses favoreceu a comercialização externa. Apesar da redução das vendas do agronegócio, em menor percentual, destacaram-se a exportação de soja em grãos, carnes e fumo em folha, produtos que se caracterizam por apresentar baixo valor agregado e pouca intensidade tecnológica.

Dado os desdobramentos da globalização, cada vez mais cresce a concorrência entre empresas, tanto no mercado interno como externo. E esta vem representando uma ameaça para algumas empresas de menor competitividade, colocando as questões da inovação, da produtividade, da qualidade e dos custos, entre outros, como relevantes para enfrentar a competição em qualquer mercado.

Daí a importância das exportações para o crescimento das empresas pela atualização de processos -industriais e comerciais-, de produtos- adequando-os aos mercados-, para adquirir um diferencial de qualidade e competência, aumentar a capacidade produtiva e a carteira de clientes. Como decorrência, há ganhos de competitividade e melhoria da imagem para seus clientes e fornecedores, refletindo-se também no mercado interno.

Sônia Unikowsky Teruchkin

Diretora de Comércio Internacional da ADVB

Economista; Doutora em Administração UFRGS

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